A partida entre Botafogo e Bahia, realizada no dia 8 de outubro, ainda não chegou ao fim. E promete se estender por mais tempo. Depois das denúncias aos jogadores Marcelo Lomba, do Tricolor baiano, e Elkeson, do Alvinegro carioca, a Procuradoria denunciou o árbitro daquele jogo em São Januário, Francisco Carlos Nascimento, sob a alegação de que ele não teria informado na súmula o entrevero dos dois jogadores, denunciados somente através de prova de vídeo. O árbitro seria julgado nesta última quarta-feira, dia 9 de novembro, mas o julgamento não aconteceu.
O presidente Mauro Antônio Couto, da Terceira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), resolveu baixar os autos do processo à Procuradoria, já que o vídeo usado como prova não mostrava os fatos relatados na denúncia.
O advogado Giuliano Bozzano, na defesa de Francisco Carlos Nascimento, alegou que a súmula da partida continha o relato da expulsão, de forma correta, mas não as das agressões - relatadas pela Procuradoria entre Elkeson e Marcelo Lomba. Assim, ele pediu para ser visto o vídeo analisado pela própria Procuradoria. Após a exibição das imagens, ficou constatado que a prova de vídeo apresentada não era a mesma que relata o lance de acusação do árbitro.
Agora o processo volta à Procuradoria para que a prova produzida seja a correta, e assim o árbitro voltará a julgamento na mesma Terceira Comissão Disciplinar, sob o risco de ser suspenso com base no artigo 266 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por "deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida, ou fazê-lo de modo a impossibilitar ou dificultar a punição de infratores, deturpar os fatos ocorridos ou fazer constar fatos que não tenha presenciado". A pena é de suspensão de 30 a 360 dias, cumulada ou não com multa de R$ 100 a R$ 1 mil.
No Justicadesportiva.com.br você acompanha as notícias do futebol brasileiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário